Crachá

Sempre se identificou uma pessoa cega pelo uso da bengala branca, mas hoje, também já se identificam pessoas com baixa visão, mas pelo uso da bengala verde.

Ainda assim, nem todas as pessoas com baixa visão utilizam a bengala e nesses casos, quem as rodeia, não tem informação sobre a sua visão.

Fazer parte do grupo de trabalho CONVIDA, que representa o nosso país no grupo europeu ENVITER, deu-me acesso a conferências europeias, onde tomei conhecimento das boas práticas de vários países.

Assim, com um percalço que vivi no aeroporto de Munique, onde fui repreendida por não ter visto as orientações de uma agente policial, aprendi com o grupo de trabalho da Holanda, a importância da ideia do crachá ao peito “Eu tenho baixa visão”, ou no caso de estar no estrangeiro “I have low vision”, como uma das boas práticas a ter em conta.

O uso deste crachá passou a ser uma mais-valia a que tenho recorrido com muita frequência. Uso-o geralmente quando não estou acompanhada e entro num hospital, num restaurante, numa loja, num supermercado ou em espaços similares. Tem-me facilitado em muito o meu dia a dia, informando e alertando as pessoas que me rodeiam da minha pouca visão.